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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sexo e desenvolvimento espiritual



Wilhelm Reich
"Deus é Natureza, e Cristo é a realização da Lei Natural. Deus (Natureza) criou os órgãos genitais em todos os seres vivos. Assim fez para que eles funcionassem de acordo com a lei natural, divina. Portanto, atribuir uma vida de amor natural e divino ao mensageiro de Deus na terra não é nenhum sacrilégio, nenhuma blasfêmia. É, ao contrário, o estabelecimento de Deus na profundeza mais limpa do homem. Esta profundeza está presente desde o mais prematuro começo da vida. A procriação só é acrescentada à genitalidade na puberdade. O amor genital divino está presente bem antes da função de procriação; portanto, o abraço genital não foi criado pela Natureza e por Deus apenas com o objetivo de procriação."
Essa questão é uma das que têm intrigado muitas pessoas durante séculos. O cristianismo, por exemplo, quase desde o seu início, fez com que uma ou outra de suas seitas adotasse a abstinência sexual pelo seu clero. Recorrendo à hermenêutica - a ciência da interpretação dos textos sagrados -, os teólogos têm tentado justificar essa espécie de ascetismo. No que diz respeito ao cristianismo, o celibato é uma concepção emprestada das chamadas, pelo próprio cristianismo, "religiões pagãs" anteriores a ele. Citando dois exemplos, temos o sistema monástico budista, muito mais antigo do que o cristianismo, e os primeiros tempos de Roma, época em que o estado tentava forçar o celibato permanente às virgens vestais. A despeito das honras e vantagens que eram conferidas às vestais, elas acabavam abandonando seus deveres sagrados, voltavam à vida profana e casavam-se.
O primeiro Conselho da Igreja Cristã que definitivamente proibiu o casamento pelo clero foi o Sínodo Espanhol de Elvira, no ano 305 d.C. Entre 1051 e 1089, nos Concílios de Roma e Amalfi, os papas Leão II e Urbano II decidiram que as mulheres que se casavam com sacerdotes não eram melhores que escravos e que deveriam ser tratadas como tal. Freqüentemente, as esposas dos sacerdotes eram duramente castigadas por terem maculado a condição sagrada dos seus maridos pelo casamento.
A crença de que a abstinência sexual é necessária para aquele que se devota à atividade espiritual é obviamente falsa. Um bom exemplo de tal raciocínio tão imaturo é encontrado nos dogmas do maniqueísmo, que influenciaram os pontos de vista da primitiva Igreja Católica. Um dos dogmas maniqueus é o da origem diabólica de toda a matéria, inclusive a do corpo humano. Em outras palavras, segundo os maniqueus, a alma procederia de Deus, fonte de toda a luz, e o corpo se constituiria em prisão. Para eles, o corpo seria corrupto e um lugar de trevas no qual a alma era mantida como prisioneira. O corpo era considerado maléfico, limitado, fraco e ilusório, constituindo-se de todos os opostos de que se compõe o Bem. Conseqüentemente, as duas naturezas do homem eram consideradas com estando em conflito permanente: o corpo, com seus apetites e paixões, e a alma, com suas inspirações e ideais.
Assim, os desejos humanos normais, essenciais para a existência física, biológica e para um desenvolvimento psicológico sadio, seriam apenas tentações colocadas na trajetória da alma por uma inteligência satânica ou diabólica. Aquilo que servia a Deus, portanto, não poderia servir ao corpo. Para demonstrar vocação pelas questões espirituais, e aceitá-las, o postulante deveria negar o mal, isto é, os impulsos somáticos naturais de seu corpo.
A idéia errônea em todo esse raciocínio deve ficar bastante clara; a premissa sobre a qual ela se baseia é a de que o corpo seria fundamentalmente maléfico, e que certos desejos normais do corpo seriam, portanto, tentações. A mente medianamente esclarecida compreende que todo desejo do corpo que seja normal é inspirado por Deus. Esta é uma lei inerente à matéria; ela decorre da necessidade da matéria viva e a matéria viva é uma expressão de Deus. Portanto, nenhum mal pode haver na satisfação normal dos desejos somáticos; apenas a perversão, ou o uso impróprio que dos desejos se faça, podem ser moralmente considerados como má conduta. A propósito, a não satisfação dos impulsos sexuais primários, inatos, naturais e normais é que gera os impulsos ditos secundários, pervertidos e moralmente condenáveis.
Um dos princípios herméticos, o Princípio de Gênero, transcrito no Caibalion, afirma o seguinte: "O Gênero está em tudo; tudo tem o seu princípio masculino e o seu princípio feminino; o gênero se manifesta em todos os planos". E ainda, no mesmo Caibalion: no plano físico, esse princípio se manifesta como sexo, nos planos superiores toma formas superiores, mas é sempre o mesmo princípio. Nenhuma criação, quer física, quer mental ou espiritual, é possível sem este Princípio. E, concluindo: para aquele que é puro, todas as coisas são puras; para os vis, todas as coisas são vis e baixas.
O que não se compreende, ou não se reconhece, é que o mal, o diabo, é um deus pervertido, resultado da supressão de tudo o que é divino. O mal não existe por si só: ele é apenas uma ausência. O asceta que, mesmo imbuído das melhores intenções do mundo, nega ao seu corpo físico as suas funções normais e naturais, e que pratica a abstinência sexual em nome da espiritualidade, está, por esse ato, reprovando as leis divinas; e é ele, quer tenha consciência disso ou não, muito pior, do ponto de vista verdadeiramente espiritual e moral, do que a pessoa que leva uma vida sexual natural. Não podemos separar a luz da lâmpada que a produz. Não podemos levar uma vida espiritual à parte do nosso corpo físico. A vida sexual natural e normal não constitui, verdadeiramente, nenhum obstáculo ao despertar espiritual.

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